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7 de mar. de 2011

O carnaval...

Pra falar a verdade eu nunca fui super fa de carnaval...

Na época que meu pai morava em Recife eu já fui em Carnaval de bloco, já passei carnaval em clube e na época que era estagiária da RBA (a Band de Belém) já tive também que fazer a cobertura do carnaval de Belém. Legal, né?! Nao... na verdade nunca achei legal.

Quando voltei uma vez do Carnaval de bloco eu mal conseguia dormir porque ficava lembrando das pessoas quase caindo de bebadas, usando drogas pesadas e isso parte o meu coracao de verdade. Nao pelo fato de beber, porque eu também bebo, mas pelo fato de ver mulheres lá caídas no chao esperando o primeiro doido que passasse.

Meu pai sempre dizia que o Carnaval de Olinda era maravilhoso, mas sobre esse eu nao posso fazer muitos comentários. Também nunca fui pro Rio assistir o desfile live que deve ser lindo, mas também nao faz parte dos meus planos de viagem.

O que eu sempre gostei do Carnaval foi poder ir à praia por alguns dias ou aproveitar a cidade vazia, ir no cinema sem filas, ir no supermercado comprar guloseimas e ficar com as amigas fazendo alguma coisa ou nada juntas. Isso que eu sempre achei bom do Carnaval.

Na sexta-feira fomos eu, o Stefan e a Elli pra casa de amigos e passamos a noite lá. Vímos filmes, cozinhamos juntos e ontem, no final da tarde comecou a passar na TV os "highlights" do Carnaval de Frankfurt.

Vale ressaltar que na Alemanha tem duas cidades com Carnaval famoso: Köln (Colonia) e Mainz. Eu já fui pros dois, é divertido, mas diferente. Comecando que aqui está muito frio ainda, entao nao tem como se fantasiar de forma muito livre, voce tem que estar agasalhado.

Mas voltando ao assunto... quando comecaram a passar na TV os "melhores momentos" do Carnaval de Frankfurt deu vontade de rir de tristeza. Gente, que coisa mais triste... O pessoal nada animado, como se tivesse obrigado a estar alí "desfilando". Ok... talvez de pra entender o frio que eles passam, mas poxa...

Só pra voces terem uma mínima nocao, achei no Youtube um vídeo de uma "escola" de Carnaval de Frankfurt desse ano:



Divertido, nao?!

Quem quiser passar o Carnaval do ano que vem aqui em Frankfurt, só me avisar, tá?! hahahaha

1 de fev. de 2011

Já fazem QUATRO anos!!!!

No dia 31.01.2007 eu estava chegando em território alemao pela primeira vez na vida. Só com blusas de alcinha, sem bota, sem casaco, mas com uma vontade enorme de aproveitar o meu "um ano"!

Eu lembro perfeitamente como os meus últimos 6 meses no Brasil foram.... Em julho tinha ido à Sao Paulo assistir aulas na faculdade onde eu queria fazer meu mestrado em Jornalismo Internacional, aprovado o curso e decidido que em Janeiro, logo após a minha formatura, eu iria pra lá...

Chegando em Belém em agosto, recebi um e-mail de uma menina que fazia curso de alemao e que eu conhecia, dizendo que o ano de Au Pair dela estava acabando e se eu nao teria vontade de ir substituí-la. Fiquei com aquilo na cabeca... eu já conhecia o programa de Au Pair desde os meus 15 anos, época em que eu queria fazer High School nos EUA e minha mae barrou. Aí revoltada, pedi milhares de panfletos de programas de intercambio pra fazer depois dos 18 anos, quando "ninguém mais podia mandar em mim".

Naquela época eu queria passar 1 ano nos EUA, mas assim que entrei na faculdade, pensei que teria que buscar algo diferente.... Ingles, Espanhol, Frances, sao línguas "comuns" de se falarem no Brasil. Eu queria ser correspondente internacional e deveria aprender uma língua incomum e que de quebra, ainda gostasse: o alemao!

Me inscrevi no curso de alemao, tive brigas com o meu primeiro namorado, porque eu vivia falando sobre ir pra Alemanha "algum dia" e ele, na flor dos nossos 18 anos, achava que eu nao pensava num futuro "a dois". Ainda bem que eu achava esse papo naquela época tao absurdo quanto acho hoje!

E foi assim, que esse e-mail que recebi, redespertou uma vontade que tava meio que longe da minha realidade na época. Mas ele me inquietou de uma tal forma, que decidi conversar com o meu pai e meu namorado na época. Minha mae é muito sentimental e a poupei, porque se nao, nao tomaria nenhuma decisao sensata.

Meu pai me apoiou, meu ex-namorado também e aí nao parei mais.... A família da minha conhecida só precisava de Au Pair pra marco/abril e eu queria ir o quanto antes, pra voltar o quanto antes e comecar minha pós-graduacao entao em fevereiro de 2008, quando voltasse da Alemanha.

Em 6 meses achei minha família, pedi visto, comprei passagem, terminei de escrever meu TCC em jornalismo, o defendi, me formei numa sexta-feira, terminei meu namoro de 2 anos e no domingo, embarquei pra Sao Paulo, onde fiquei uns dois dias com o meu pai e embarquei pra Alemanha.

uma das primeiras fotos que tirei na Alemanha, magra até nao poder mais, com casaco emprestado e com meus primeiros amigos Diane e Edu =)

Nesse ano, apesar de passar o pao que o diabo amassou, pisou e cuspiu em cima, eu nao sofri por estar longe de casa. Eu me preparei esses 6 meses pra viver esse um ano fora e nao tinha porque sofrer, logo logo, eu já voltaria pra casa. Sofrer, só iria dificultar a minha vida.

Me lembro como se fosse hoje eu fazendo o meu check-in em Sao Paulo. O sistema tocou uma musiquinha e a atendente saiu pra telefonar. Voltou e me disse que eles tinham uma vaga livre na classe executiva e que o sistema me sorteou pra ocupá-la. Quando me ví, estava em uma salinha VIP com internet, telefone, queijos e tudo mais.... Entrei no aviao e nessa classe estavam só homens de paletó e eu, com mochila, tenis e indo ser babá na Alemanha. Lembro que um holandes que sentou ao meu lado me perguntou o que eu estava indo fazer e eu disse "estou indo estudar alemao por um ano". No mínimo o cara pensou que meus pais eram milionários, hahahaha.

Nesse um ano eu viajei muito, mas muito mesmo. Eu ganhava 260 Euros por mes e 240 eram reservados pra viajar. Afinal, com um salário de jornalista, quando eu teria a chance de novo de vir pra Europa?!

O ano foi passando, os problemas com a família anfitria que nao existiam apareceram e depois de 8 meses mudei de família. Pensando que meus problemas iriam acabar, eles só estavam comecando. Vivi coisas que até hoje quando conto ninguém acredita. Mas nesse ponto eu já tinha decidido que eu queria que o meu alemao melhorasse mais e que eu queria estudar aqui. Entao, eu tinha que fazer o que fosse pra conseguir alcancar meu objetivo.

Até que em fevereiro de 2008 apareceu o meu Stefan na minha vida e fez tudo mudar. Fiquei na casa dos "monstros" até setembro de 2008, logo consegui um emprego numa loja por aqui, em outubro comecei a estudar e eis que já estou aqui há QUATRO anos, com um trabalho bem melhor, terminando a faculdade em julho, com o meu ape, meu amor e um cachorro lindo de morrer.

Eu confesso que to orgulhosa de mim e ver que tudo mudou, que conquistei muitas coisas. Mas o receio bate.... Antes todos diziam "voce está só há 3 anos na Alemanha e fala tao bem alemao?!"... E agora, aos poucos voce nao recebe mais tantos elogios.... há quanto mais tempo voce fica num país, maior é a sua "obrigacao" de falar o idioma perfeitamente...

O tempo voa, literalmente....

26 de nov. de 2010

Que pena, Rio!

Hoje eu acordei na verdade bem feliz por tres motivos... Primeiro porque acordei com o Stefan me avisando que estava nevando. Lá fora tava lindo, lindo! Nao cheio de neve, mas aquela camada fininha de neve já tava cobrindo o chao e os telhados das casas. Segundo porque fui passear com a Elli e foi a primeira vez na vida dela que ela viu neve e ficou l-o-u-c-a!!! Demoramos mil anos pra passear porque ela simplesmente nao conseguia se concentrar em fazer xixi, só queria ficar "caçando" neve com a boca, mordendo os flocos no ar, bem fofo. E terceiro, porque ao voltar pra casa pra tomar café, tinha um coracao em cima do meu prato e era um bilhetinho do Stefan (que a essa altura já tinha ido trabalhar) nos parabenizando pelo aniversário de namoro. Eu devo ser a namorada mais relapsa do mundo: nunca lembro de datas!

Mas na verdade o motivo que me leva a escrever esse post é a tristeza que andam as páginas de notícias brasileiras com o que anda acontecendo no Rio. E mais triste ainda é ver tanta gente inocente envolvida, ver que a guerra civil tá rolando solta, um fugindo do outro, queima de onibus, tanques de guerra...

Poxa, será possível que tem realmente que caminhar tudo dessa maneira? O Brasil é um país tao pacífico, porque? Porque?

E quem mora em Zonas que passam "longe" do acontecido ainda relata "nao, por aqui tá tudo normal!". Eu juro que eu às vezes me assusto muito com esse negócio de estar tudo normal. E nao to falando só sobre essa situacao. Mas infelizmente o brasileiro tá tao acostumado com a violencia que muitos acham "normal" ver um assalto aqui, uns tiros alí. E ainda dizem "o Brasil nao é tao perigoso como dizem, eu por exemplo, nunca fui assaltada!". Isso é normal?!

Eu quero deixar bem claro que sou totalmente contra esse negócio de viver fora do Brasil e depois meter o pau no próprio país. Eu nao suporto isso!

Mas o fato é que quando voce tem a chance de viver algo diferente disso, passa a comparar e isso nao tem como evitar. E pra isso nao se precisa morar fora do Brasil nao. Se voce mora numa cidade perigosa e muda pra um interior tranquilo, já sente obviamente a diferenca.

Eu lembro que antes de eu vir pro Brasil (apesar de eu nunca ter sido assaltada!) eu vivi duas coisas que me deixaram muito chocada. Eu fui deixar meu irmao no dentista e na volta, parei num sinal atrás de um táxi que tinha acabado de sair do estacionamento de um banco. Quando ví, vem uma moto com dois caras e comeca a atirar no táxi, no taxista, quebra o vidro do carro, tira uma maleta e sai correndo. Tudo que eu fiz foi engatar a marcha e fui com os carambas pra trás, sem ver se tinham carros ou nao. Eu tinha medo de levar um tiro. Cheguei em casa literalmente tremendo, apavorada...

Dias depois o meu tio e a família dele queriam se despedir de mim antes de vir pra Alemanha, foram no supermercado comprar pizza pra gente comer e quando eu vejo, eles chegam em estado de choque em casa. Porque? Simplesmente saindo do carro uns bandidos queriam a carteira dele e como ele tinha as sacolas na mao, ele tinha que se abaixar pra deixar as sacolas no chao pra pegar a carteira. Eles acharam que o meu tio ia regir e deram um tiro que passou de raspao no braco dele.

Agora eu pergunto: é realmente pra eu sentir orgulho por nunca ter sido assaltada?!

É lamentável sair de casa com medo, evitar falar no celular no onibus, ter seu celular roubado ainda na segunda prestacao, ter filhos que saem e ter que ficar em casa preocupado sem saber se ele vai voltar bem. Triste!

E lembro também que ano passado um dos meus maiores objetivos ao ir pro Brasil por 3 meses com o Stefan, era mostrar pra ele como o meu país era maravilhoso (e é!) e que, quem sabe.... um dia poderíamos ir morar lá.

Infelizmente nao precisou de muito tempo pra eu mesma ver nao era isso que eu queria pro meu futuro. E o Stefan também nao. Nós vimos nesses 3 meses pouca violencia, mas estávamos sempre com receio. Comprar pao a pé de noite no supermercado meio longe era perigoso, se a gente estacionava o carro na rua, tinha que entrar rápido e já travar a porta. Coisas simples que fazem a diferenca.

Aí lembro que liguei pra alguém que conhecia que morava temporariamente na Alemanha e contei que acho que nós vamos é ficar por aqui mesmo no futuro. Ela perguntou porque e eu disse que pela qualidade de vida, que eu quero que meus filhos no futuro brinquem na floresta, corram, vejam a natureza. E essa pessoa me perguntou "mas Karlinha, no seu prédio no Brasil nao tem Play pras criancas brincarem?". Deixo aqui só as reticencias..... sem comentários!

E aí, gente? O que voces pensam sobre tudo isso?

22 de set. de 2010

Voltei!

Nossa quanto tempo, hein?!

Em primeiro lugar eu queria agradecer pelos comentários de melhoras da minha vozinha no post passado. Obrigada mesmo!

Bom... naquele dia do post eu acabei conseguindo comprar minha passagem pro Brasil só às 18:30h e às 20h eu já estava no aeroporto pra fazer o Check-in. Tudo foi bem corrido.

A minha chegada no Brasil foi tranquila e apesar de eu ter passar só 9 dias em casa, foi maravilhoso rever minha família e amigos, apesar das circunstancias. Antes de embarcar eu tava com muito receio de chegar em casa e encarar a realidade: clima pesado, todo mundo triste, ver minha vó no hospital cheia de aparelhos. Mas se tem uma coisa que eu aconselharia a qualquer pessoa que mora longe das pessoas que ama é agarrar qualquer oportunidade que seja e estar do lado deles nas horas difíceis.

Eu fui lá, ajudei no que pude e voltei pra "casa" com a sensacao de missao cumprida. No sábado passado minha vó voltou pra casa e se Deus quiser vai sair dessa. Mas uma coisa que eu percebi nesses 9 dias é que às vezes nós, seres humanos, somos muito egoístas e queremos ver a pessoa que a gente ama sempre do nosso lado independente do sofrimento que essa pessoa esteja vivendo. E isso é triste!!

Eu voltei na verdade no dia 3 de setembro de volta pra Frankfurt, mas como meu trabalho comecou de novo no dia 4 e eu desde entao to trabalhando umas 9 horas por dia, inclusive sábados, nao tive como atualizar o blog antes!

Agora eu vou mostrar pra voces o vídeo da minha chegada em casa:



Nao é fofo o nosso reencontro?! Só sei que já fazem 2 semanas que eu to sem parar procurando cachorrinhos da internet... Eu comecei procurando cachorrinhos pra adotar, mas o grande problema é que no "orfanato" de animais daqui de Frankfurt só tem cachorros grandes e por mais que eu seja louca pra ter um animalzinho grande, nao tem como aqui no apartamento.

Entao tava pensando em comprar um Shih Tzu, que é calmo, pequeno, nao late muito.... O ponto crítico da situacao é que eu estudo e trabalho, o Stefan trabalha e o cachorrinho teria que alguns dias na semana ficar umas 7h sozinho =(

Aí entra a questao se vale a pena ter um bichinho que fique umas 2-3 vezes na semana trancado dentro de casa por horas. Aí o Stefan acha que no inverno também vai ser um martírio sair 3x ao dia pra passear com ele. Nao sei o que faco!!!!

Quem de voces tem um cachorrinho? Ele fica sozinha em casa?

Um beijo!

23 de ago. de 2010

Indo pro Brasil....

Pela primeira vez faco minhas malas pra ver minha família, mas com um frio na barriga, sem querer ir, com medo de enfrentar a realidade.

Sabe aquelas vezes que por mais que voce se sinta péssima por estar longe de todos, voce ao mesmo tempo fica é aliviada de nao estar vendo de perto coisas tristes acontecendo?!

Ontem recebi uma ligacao de que minha vozinha está muito mal e hoje, às 12h to arrumando minhas malas pra, mesmo sem passagem comprada, embarcar às 22h pra Belém.

Até logo, Brasil!

17 de jun. de 2010

Olé, olé, olé, oláááá!

Ai gente eu queria ter escrito esse post ontem, mas por questoes de "time management", ontem foi um dia perdido pra mim.

Como a maioria sabe, o primeiro jogo do Brasil na Copa desse ano foi visto aqui em casa. Nós éramos 11 pessoas: 5 meninas brasileiras e 6 meninos alemaes. Eu comecei os preparativos cedo aqui em casa, saí pro supermercado, pendurei bandeiras onde eu pude e comecei a preparar algumas comilancas.

Minha declaracao de amor ao Brasil até na cozinha!

Fazendo brigadeiro

Ao decorrer da preparacao fui ficando nervosa de realizar que meu Brasil ia jogar logo, logo. Eu nao sou A amante do futebol, mas Copa é uma coisa que eu amo e ainda mais agora, estando longe do meu país, o orgulho e torcida acho que só aumentam.

Por volta das 19h o pessoal comecou a chegar aqui em casa e aí foi só festa....

O comeco de tudo...

Animacao comprometida pelo nervosismo

Até que enfim um gol!!!

Eu confesso que no fim do jogo todos nós estávamos super, mas suuuper tristes. Porque venhamos e convenhamos, o Brasil jogou super mal.... Mas o que importa é que os nossos 3 pontos estao lá e que todos nós temos muita certeza de que o time vai acordar e jogar mais em time mesmo. Porque o que pareceu é que cada um alí tava jogando por sí e nao em espírito de time.

Ligacao de fim de noite pro meu Pai =)

Enquanto isso eu fico aqui em casa estudando igual a uma louca (tenho provas em um mes!) e me preparo pro nosso jogo de domingo, onde vamos fazer um churrascao por aqui em algum lugar que ainda nao sei onde e depois ver o jogo juntos.

ps1: Socorro, a Argentina acabou de golear a Coréia do Sul com 4 x 1. Hilfeeeeeeee!

ps2: viram na foto do brigadeiro que os temperos estao em duas prateleiras de metal? Eu cheguei em casa um dia e o Stefan tinha comprado as duas na loja indiana e já colocado na parede. Ficou fofo, nao?!

14 de jun. de 2010

A Copa do Mundo!

Na semana passada recebi aqui em Frankfurt um Tio e uma Tia, acompanhados de dois amigos. A minha quinta e sexta-feira foram completamente reservadas pra levá-los pra conhecerem a cidade, os pontos turísticos e a culinária alema.

Na sexta-feira o meu Tio comentou comigo que nunca esperava que o povo alemao se preparasse tanto pra Copa, como eles se preparam. E é verdade!!! Nesse dia as ruas estavam repletas de teloes, bares com televisoes na calcada e muita, muita gente bebendo cerveja e vendo futebol. E isso porque ainda nao era a Alemanha jogando.

Ontem foi o primeiro jogo em que a Alemanha pisava no campo nessa Copa de 2010 e muito, mas muito espontanemente, vieram dois casais de amigos aqui pra casa pra assistirmos o jogo. Entre diversas bandeiras do Brasil espalhadas aqui em casa, apareceu ontem por aqui um espírito torcedor pela Alemanha que eu mal esperava. E entre gritos, palavroes, arrepios e pulos, a Alemanha derrotou a Austrália de 4 x 0. Foi merecidíssimo!







Eu estou super feliz pela Alemanha, mas amanha, aiiii amanha. Minha camisa oficial já está me esperando, os belisquetes pros amigos já estao sendo organizados e a ansiedade nao pára.

Boa sorte pra nós e seguuuuura coracao!!!!!

1 de abr. de 2010

Putz...!

Todos os moradores de todos os países do mundo tem motivos pra terem às vezes orgulho e às vezes vergonha do seu país....

Eu percebi isso há uns dois dias atrás, com uma mensagem do meu irmao me informando sobre o que está acontecendo pelo Brasil no ambito musical.

Rodrigo: "Mana vou te mandar um link do Youtube com o hit do momento aqui no Brasil! Virou febre aqui desde o Carnaval..."

E eis o motivo da minha vergonha:

Rebolation

E aí, gostaram??
Eu me mato de rir no segundo 24, quando um cara de short preto e regata branca faz uma dancinha que eu nunca ví igual na vida.

PS: Mano obrigada pela informacao, pois eu adooooooro saber de tudo que esteja passando por aí! De produtivo ou nao!

18 de mar. de 2010

Quem é vivo....

...sempre aparece!

Passei mais de um mes longe da blogosfera, mas quem leu o último post, sabe que foi por um excelente motivo: a vinda do meu pai pra Alemanha!

Ao todo, foram 4 semanas que nós passamos juntos aqui pelo Velho Mundo.

Antes eu sempre ficava imaginando o quao importante seria pra mim, receber alguém da minha família no país que eu to vivendo. Por mais que voce fale no telefone, troque e-mails e mande fotos pra sua família, nenhuma descricao será jamais capaz de fazer com que realmente o outro lado da linha entenda o que voce vive por aqui. Afinal, experiencia é algo prático e jamais teórico. É preciso viver, pra saber como é que é.

Por esses motivos, a visita do meu pai significou muito pra mim. Eu pude nao só mostrar pra ele como é que eu vivo aqui e meu cantinho, mas também mostrar que interessante é conhecer uma nova cultura, comer comidas novas, ver pessoas diferentes, sentir na pele como é querer se comunicar e nao ser entendido.

Eu tenho certeza que a experiencia dele aqui, nao foi só importante pra ele conhecer o meu "segundo mundo", mas também pra ele engrandecer como pessoa. Após somente quatro semanas na Alemanha, os planos pros próximos meses da vida dele no Brasil, mudaram. Agora ele quer aprender ingles e vir mais vezes me visitar, colocando o ingles dele em prática.

E mesmo sem poder se comunicar, meu pai soube mostrar como o nosse Brasil é maravilhoso e acolhedor. No final das contas, nao só os planos dele pro futuro foram mudados, mas os pais do Stefan estao agendando uma viagem de 3 semanas pro Brasil no ano que vem. Que coisa!!!

Meu paizinho deixou muitas saudades por aqui, muita vontade de viver tudo de novo e muita vontade que a minha próxima viagem pro Brasil chegue logo!

Te amo, pai!!! E obrigada por tudo!!

P.S.: Aos poucos, vou contando alguns episódios da viagem e postando fotos.